domingo, 26 de maio de 2013

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Sobre o preconceito –

Algo que nos pode levar a questionar o chamado preconceito é quando os chamados preconceituosos alegam serem vítimas de preconceito justamente por pensarem de modo preconceituoso. Isso nos leva a pensar que toda e qualquer opinião é, teoricamente, um preconceito. As próprias palavras empregadas em uma fala contrária a uma fala preconceituosa são também constituídas de pré-conceitos. Há quem diga que toda e qualquer palavra de todo e qualquer idioma é um pré-conceito, e é difícil para aqueles que estudam o fenômeno da aprendizagem e do comportamento verbal argumentarem contra essa assertiva, que parece ser uma constatação. No entanto, talvez aquilo que chamamos de preconceito vá além do comportamento verbal. Poderíamos nos questionar se estaria agindo de modo preconceituoso um cão que nunca viu uma pessoa negra e que late com estranheza ao ver um negro entrando em seu território. Estaria agindo de modo preconceituoso um bebê que chora ao ser carregado por uma pessoa com uma grande deformidade facial, diferente de todas as pessoas que ele até então já tenha visto? Considero que não. As noções do que é ou não preconceito são aprendidas na cultura em que se nasce e se aprende. Ou seja, são também preconceitos. Compete a nós definirmos, de modos cuidadosos, quais os preconceitos que devem ser culturalmente mantidos e quais aqueles que devemos considerar perniciosos para a sobrevivência do animal humano nesse planeta em que vivemos.

domingo, 14 de abril de 2013

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A cordialidade é um trunfo para aqueles que têm razão em uma discussão.

terça-feira, 9 de abril de 2013

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A noção de um legislador cósmico se tornou necessária quando nossos ancestrais humanos perceberam que muito do que sentiam era incompatível com a vida em comunidade.

terça-feira, 26 de março de 2013

20

As palavras causal e casual muitas vezes são produto de um mero lapso de digitação. Nada nos permite inferir, no entanto, que tal lapso tenha sido um acaso incausado. As causas podem ser de tal modo irrelevantes que não chegamos a nos ocupar delas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

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Biblia Pauperum

http://www.wdl.org/pt/item/8972/#time_periods=-8000-499&page=6

No auge do lucro da Igreja Católica com a venda de indulgências, pouco antes da reforma protestante, e muito antes dos atuais Malafaias e Felicianos encherem seus bolsos com o dinheiro de seus rebanhos, já havia, entre os alemães, aqueles que queriam levar "a verdade" aos iletrados. Esta Biblia Pauperum (Bíblia dos pobres) é um exemplo. Faz pensar nos sacerdotes egípcios, que alegavam que as pessoas, ao morrerem, só teriam paz na outra vida se fossem sepultadas com múmias de animais. Vendiam então múmias falsas de crocodilos, pássaros e gatos, recheadas de madeira e palha. Os golpes desses sacerdotes egípcios só foram desvendados mais de dois milênios depois, com exames de raios X.

Serão necessários mais dois milênios para que gerações futuras venham a desvendar os golpes perpetrados pelos sacerdotes atuais em suas promessas de salvação e milagres? Se até a luz das estrelas distantes precisa de tempo para chegar até nós, tenhamos paciência para esperar a lenta modificação das culturas dos animaizinhos humanos nesse planetinha perdido.... Mas saibamos construir, utilizar e divulgar às novas gerações os telescópios que herdamos daqueles que tiveram o privilégio de observar além! É tempo de desenrolar as múmias, de desvendar os interesses que sempre há por trás das noções de bem e mal defendidas por aqueles que mantêm culturas mumificadas.

sábado, 20 de outubro de 2012

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Quando chega um estranho em casa, os cachorros latem e tentam afugentá-lo.  Assim que o dono cumprimenta o estranho, os cachorros passam então a lambê-lo. Isso acontece também com ideias novas. Quando aparecem, muitos criticam, mas basta uma figura de autoridade dar seu aval, logo passam a defendê-la.